segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tris...te.


...e um nó na garganta, desses que só um choro incontrolável poderia desatar. 
Andando sem rumo, eis que encontro uma porta aberta e mais adiante uma tela enorme onde passava um documentário sobre a vida de Yves Saint Laurent. As cenas embaralhavam-se na minha frente e as lágrimas desciam. O choro era tão intenso que não consegui  "disfarçar" a cena naquela sala.Todos ouviram o meu soluço. Várias coisas passaram na minha mente naquele momento. Precisava desabafar, mas como sempre, preferira fazê-lo sozinha. 
O filme acabou e o choro cessou. Aliviada e sonolenta, fui andando para casa. No caminho, pensei no que tinha acontecido e procurei aceitar e tentar perdoar. Não é fácil.
O que me consola é que sei que amanhã, o dia de hoje fará parte do passado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Orgulho de ser Baiana




Poucas coisas me dão tanto prazer quanto assistir a um filme, uma peça, ou um show musical. Eu simplesmente amo o Teatro e a Música em todas as suas extensões. Ontem, ao assistir a entrega do prêmio Braskem, com o Daniel Boaventura sendo o mestre de cerimônia e todos aqueles nomes maravilhosos do teatro baiano sendo mencionados e se fazendo presentes, eu senti uma pontinha de inveja. Talvez não fosse isso. Mas a sensação que eu tive foi de ter deixado a morte fazer o seu papel com o meu desejo mais antigo. Mas essa é outra história...

Ontem foi uma noite especial pra mim. Além da "retrospectiva" teatral baiana (sem palavras!), dois amigos queridos foram reconhecidos pelo seu talento. Raphael, meu irmão, meu amor, meu amigo, estava maravilhoso fazendo o papel da Nina em "O cisne Negro". Me senti tão orgulhosa! José Jackson, amigo querido, ganhou o prêmio "Revelação" pelo seu primeiro trabalho após a formação em Direção teatral na Ufba. Emocionante! Será o primeiro de muitos outros, Jack!

Mas o ápice da festa foi a homenagem feita a Wagner Moura. Sim, podem criticar o quanto quiserem, mas ele é "o ator baiano" . Wagner é uma referência do teatro nacional e principalmente do teatro baiano. Ele não deixa o sonho morrer. Independente de toda essa mídia em volta dele, é humilde o suficiente para não querer ser visto como um espelho para a nova geração. Como não ser, eis a questão. Quem se entrega totalmente ao que faz, dificilmente não será reconhecido. O meu abraço ontem foi de uma fã. Não dessas histéricas "Ai, você é lindo! Você é tudo!", mas de uma fã encantada com o trabalho de um dos seus artistas favoritos e de uma fã maravilhada com o quanto um ser humano pode ser humilde e fascinado pela sua profissão. Vida longa ao Wagner.