terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por mais que eu tente evitar

Hoje eu não quero mais falar de amor,
Sofrer por alguém,
Que só me fez chorar e acreditar
Que tudo era pra sempre

Por mais que eu tente evitar
Eu só penso em você, eu só penso em você
Por  mais que eu tente evitar...

Hoje eu não quero mais te amar
E a melancolia só me faz querer
Cada vez mais te afastar
Mas não sou mais a mesma sem você

Por mais que eu tente evitar
Eu só penso em você, eu só penso em você
Por  mais que eu tente evitar...


A distância não me faz esquecer
Mas não deixa de ser
É mais um passo pra me libertar
É mais um dia pra viver

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Difícil

    

            Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. Hoje eu precisaria me despir para falar com a alma, pois não sei com exatidão até onde suporto ir. Hoje eu gostaria que todo o barulho do mundo fosse o silêncio e que todo esse dessabor fosse passageiro.
                 Hoje eu quero que chegue logo o amanhã.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Extinção dos seres humanos


E as pessoas ainda insistem em não enxergar a importância da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente. Nós estamos consumindo os recursos da Terra inteira e mais um terço dela, ou seja, explorando num ritmo tão acelerado que não tem tempo dela se recompor. Se continuarmos como estamos e se as pessoas não se conscientizarem de que é preciso haver uma mudança imediata, sofreremos com a falta de água doce, com o calor insuportável, com a extinção gradativa dos animais, com o desmatamento, exterminando a nossa fonte de oxigênio. E já começamos a experimentar tudo isso. Cada ato de colaboração para essa preservação, por menor que seja, contribuirá com um futuro melhor para nós e as futuras gerações. O mundo, por duas vezes, acabou. E na última, resultou na extinção dos dinossauros. Não vamos deixar que os maus tratos, a exploração, o consumo desenfreado dos recursos naturais, e a ganância de poucos (se comparada ao todo, pois os maiores vilões são os grandes empresários, que se valem dessa matéria-prima, da nossa ignorância e da falta de competência dos nossos políticos,  para tornarem-se cada vez mais ricos) resultem na extinção dos seres humanos.
Vamos fazer a nossa parte. Consumam menos água durante o banho, evitem sacolas plásticas, plantem árvores, façam a correta coleta de lixo e contribuam para a reciclagem, apaguem as luzes quando não as estiverem usando, e se houver luz natural no ambiente, melhor ainda! Não joguem lixo nas ruas. Lugar de lixo é na lata de lixo! São pequenos atos que podem mudar o mundo.
Reflitam sobre isso. Eu acredito num futuro melhor. E você?

Por Joyce de Paula    

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Saúde Pública





A gente nunca acha que vai precisar ou que vai acontecer com a gente.
Pois bem, eis que eu precisei usar dos serviços oferecidos pelo nosso governo e que a priori são classificados como básico e essencial.
No fim de semana que passou, fui à minha cidade, no interior do estado. Eu já cheguei com a garganta doendo, mas achei que não era nada demais e não me importei, a princípio. Curti os meus dias ao lado da minha família e quando foi no último dia, já rouca, a febre veio, e com ela um mal estar insuportável. 
Sempre tive um excelente plano de saúde, desde que nasci.. O fato é que perdi meu plano a pouco tempo e até então, não tinha recorrido ao Serviço Único de Saúde. Nesse dia eu pude constatar o que tinha esperanças de não ser uma verdade.
Me dirigi ao Hospital que fica próximo à minha casa. Acompanhada do meu pai, que tinha estacionado o carro bem na frente da porta da emergência, fomos fitados pelo segurança e pela "enfermeira"  que estavam de plantão (suponho). Nos receberam muito bem, até porque o meu pai é um homem conhecido, e no interior é normal que haja essa manifestação de "boa vontade", mas depois de questionados sobre o convênio, a conversa mudou. A enfermeira "fechou uma cara" e o coitado do segurança ficou todo descabriado. Ela mediu minha pressão e disse que estava normal. Em seguida perguntou o que eu estava sentindo. Após o relato, disse que só ia ligar pra médica que estava de plantão, porque eu havia dito que estava com dor de cabeça, pois febre, inflamação na garganta, e dores no corpo não são motivos de emergência. (Estranho!)
- Doutora, tem uma paciente aqui dizendo que está sentindo tais e tais sintomas.
(...)
- Não, doutora, é pelo SUS.
(...)
- Certo. Vou pedir que aguarde.
Depois de uns 15 minutos, a médica liga e pergunta novamente quais são os meus sintomas. A enfermeira repete-os e diz que a médica mandou avisar que era pra eu ficar de repouso e tomar o medicamento que ela iria receitar. Até aí tudo bem. Só que eu não tinha entendido direito. Só fui me dar conta do que tinha acontecido depois que a enfermeira saiu e voltou com um papel na mão.
- Aqui está. Ela disse que era pra você tomar esse antibiótico, esse xarope e se ficasse com febre, tomar esse outro aqui.
Juro que eu tive uma crise de risos. Não foi porque eu tinha achado engraçado. Foi pelo nervosismo. Eu não estava acreditando que uma profissional estava lidando com a vida de uma pessoa como se fosse qualquer coisa, como se fosse algo que "se quebrasse, teria conserto". Mas era isso sim. A médica não me examinou, não mediu a minha temperatura, pra falar a verdade ela nem viu a minha cara (assim como eu não vi a dela). E a receita saiu a jato, por sedex. Ah, eu bradei, falei sobre o direito do cidadão, sobre a obrigação do governo, sobre de onde ela achava que vinha o salário dela no final do mês, enfim! Você acha que adiantou alguma coisa? Não adiantou nada. Ela sequer saiu pra dar um boa noite. 
Dessa forma, tive que me contentar e ir pra casa. Pensei em denunciar, em armar um barraco, em criar um escândalo, mas depois eu fiquei pensando, eu sou apenas uma menina contra todo esse sistema. Queria poder dizer o contrário, encarar, estufar o peito e dizer que vou lutar para que se faça justiça, para que outras pessoas que procurem não precisem passar por essa humilhação, mas não posso. Eu já sabia que o sistema funcionava de maneira precária no país, mas nas cidades do interior, a coisa é gritante! Penso ainda se o coronelismo não estaria presente nesse contexto. Porque se assim for, enquanto essa estrutura tiver força, pessoas de bem e que dependem, de certa maneira, do poder público, sofrerão.
Essa é a realidade do nosso país. Essa é a realidade caótica da saúde pública no Brasil.  

sábado, 4 de junho de 2011

Sei lá...

O que é estar em paz...com você?
Por quanto tempo não consegui decifrar seu enigma?
Por que não fui o que você queria, não significa que não te amei.
E o que é o amor?
Durante um tempo eu soube o que era. Depois eu me iludi. E iludi.
E o que é ilusão? É estar obcecado por seus propósitos e objetivos e esquecer que existe vida ao seu lado.
Não me culpe. Não se culpe.
Somos fogo e carvão. Somos lua e sol. Somos onda e mar.
Somos o seu corpo dentro do meu. Somos beijos e carícias. Somos eu e você.
Acabou a paz. Será? A paz começa agora.
Entre eu e você não há paz. Só um desejo inquieto, regado de vontades e obcessões.
Eu acredito. Você acredita? Nada como o tempo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Encontro



Olá blog!

Já faz um tempo, né? Eu sei..."tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda..."
Não sei se é, de fato, a falta de tempo por conta da correria incontrolável do dia a dia, ou se a falta de motivos que me façam parar em meio ao caos e me ponha a escrever para ti.
Madrugada correndo, a insônia dando o ar da graça (já estava com saudade) e a sensação de que falta alguma coisa... Mas quando é que não falta, não é mesmo? Nunca estamos satisfeitos...eu nunca estou satisfeita.
Acabei de assistir um filme. Um romance chamado "Da Magia à Sedução" com a Sandra Bullock e a Nicole Kidman. Um misto de história de amor e bruxaria. Isso me fez lembrar minha adolescência. Sempre fui fissurada  em contos de bruxaria, histórias com bruxas, com lobisomens, vampiros e todas essas coisas que dizem serem "sombrias". Foi bom voltar ao tempo. E agora, ao som de Adele, especificamente a música "Lovesong" eu penso nele e em tudo o que poderia ter sido.
Semana passada ele apareceu aqui. O telefone tocou, eu atendi:
- Alô.
- Oi, estou aqui na frente.
- Agora? (Nem sei como consegui responder. Depois de oito meses, esse foi o primeiro contato que tivemos.)
- Sim.
- Me dê um minuto. Já estou descendo. (O que ele não sabe é que eu já estava no térreo e vi exatamente a hora em que ele chegou.)
- Eu espero.
Subi as escadas correndo, fui até a varanda e respirei fundo. Segundo o meu amigo, que nunca tinha me visto daquele jeito, ele achou que eu iria ter um infarto ou coisa do tipo, e a primeira preocupação dele era sair para me levar ao hospital às 23h da noite. (Sim, ele é meu amigo, acreditem!) Depois que passou demos muitas risadas juntos.
Desci e entrei no carro.
Ele me deu boa noite e me entregou um objeto. Eu o fitei e ele não conseguia olhar pra mim. Estava nervoso demais. Ficamos em silêncio por um instante e eu tentei quebrar o clima dizendo que ele não havia mudado quase nada e que continuava lindo. Ele sorriu e aquilo pra mim foi uma vitória. Conversamos um pouco e ele gaguejou algumas vezes. Peguei em sua mão. Estava gelada. Ele hesitou. Sabíamos que ainda estávamos correndo riscos. E ele acabou admitindo o quanto e o quê ainda sentia por mim. Eu queria que o tempo parasse  exatamente naquele instante. Ele me fitou. Me olhou com a admiração de sempre, e com um medo desconhecido até então. Rimos de um caso que contei quando encontrei com a mãe dele da última vez. Por sinal, alguém de que sinto muita falta. Falamos então da saudade. E essa estava exposta ali. Na verdade, estávamos respirando-a. All the time.
Trocamos olhares, ora singelos, ora de desejo, ora de saudade, ora de culpa. Nos abraçamos. E sentimos um ao outro dessa forma. Sentindo o abraço, sentindo o cheiro um do outro, encostando nossos lábios no pescoço, no rosto, encostando nossos rostos, como gostávamos de fazer e então compreendemos que era melhor parar por ali. Os seus olhos encheram-se de lágrima e o encontro estava prestes a tomar uma direção que não queríamos.
Me despedi dizendo o quanto sentia e quanto queria que ele desse certo. Ele fez o mesmo. E foi embora.
Voltei para o meu quarto e como era de se esperar, passei a noite olhando para o teto, com os pensamentos bem longe, até cair no sono. Faziam oito meses e eu achei que aquilo nunca mais fosse acontecer.
Contudo, foi necessário. Foi maravilhoso. Vimos até onde podíamos ir, até onde conseguíamos e eu pude constatar que estou pronta. Estamos prontos para seguirmos adiante. O que restou foi saudade e carinho.
É isso. Estou pronta para recomeçar. Eu precisava disso. Desse reencontro. Ainda nos amamos muito. Mas o amor muda com o tempo. E quão maravilhoso isso é.
Vou tentar dormir agora, pois daqui a pouquinho é hora de levantar.
Boa noite.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Le Concert

Acabei de chegar em casa. Estava assistindo um filme no cinema, chamado "O concerto". Sou muito chata e para gostar de um filme é difícil. Mas este me tocou profundamente. Um filme que conta a história da perseverança de um grupo de músicos que conseguem chegar a suprema harmonia. A cada nota tocada eu me arrepiava e uma lágrima caía. A história é envolvente, os atores são fantásticos, uma pitada de bom humor, comum em quase todo bom filme francês, e para finalizar, a música inserida em todo o contexto. Estou extasiada até agora. Por isso, se me permitem, assistam!!!!!!!


"Le concert"
 
PS: Postado no dia 01 de Fevereiro de 2011.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tris...te.


...e um nó na garganta, desses que só um choro incontrolável poderia desatar. 
Andando sem rumo, eis que encontro uma porta aberta e mais adiante uma tela enorme onde passava um documentário sobre a vida de Yves Saint Laurent. As cenas embaralhavam-se na minha frente e as lágrimas desciam. O choro era tão intenso que não consegui  "disfarçar" a cena naquela sala.Todos ouviram o meu soluço. Várias coisas passaram na minha mente naquele momento. Precisava desabafar, mas como sempre, preferira fazê-lo sozinha. 
O filme acabou e o choro cessou. Aliviada e sonolenta, fui andando para casa. No caminho, pensei no que tinha acontecido e procurei aceitar e tentar perdoar. Não é fácil.
O que me consola é que sei que amanhã, o dia de hoje fará parte do passado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Orgulho de ser Baiana




Poucas coisas me dão tanto prazer quanto assistir a um filme, uma peça, ou um show musical. Eu simplesmente amo o Teatro e a Música em todas as suas extensões. Ontem, ao assistir a entrega do prêmio Braskem, com o Daniel Boaventura sendo o mestre de cerimônia e todos aqueles nomes maravilhosos do teatro baiano sendo mencionados e se fazendo presentes, eu senti uma pontinha de inveja. Talvez não fosse isso. Mas a sensação que eu tive foi de ter deixado a morte fazer o seu papel com o meu desejo mais antigo. Mas essa é outra história...

Ontem foi uma noite especial pra mim. Além da "retrospectiva" teatral baiana (sem palavras!), dois amigos queridos foram reconhecidos pelo seu talento. Raphael, meu irmão, meu amor, meu amigo, estava maravilhoso fazendo o papel da Nina em "O cisne Negro". Me senti tão orgulhosa! José Jackson, amigo querido, ganhou o prêmio "Revelação" pelo seu primeiro trabalho após a formação em Direção teatral na Ufba. Emocionante! Será o primeiro de muitos outros, Jack!

Mas o ápice da festa foi a homenagem feita a Wagner Moura. Sim, podem criticar o quanto quiserem, mas ele é "o ator baiano" . Wagner é uma referência do teatro nacional e principalmente do teatro baiano. Ele não deixa o sonho morrer. Independente de toda essa mídia em volta dele, é humilde o suficiente para não querer ser visto como um espelho para a nova geração. Como não ser, eis a questão. Quem se entrega totalmente ao que faz, dificilmente não será reconhecido. O meu abraço ontem foi de uma fã. Não dessas histéricas "Ai, você é lindo! Você é tudo!", mas de uma fã encantada com o trabalho de um dos seus artistas favoritos e de uma fã maravilhada com o quanto um ser humano pode ser humilde e fascinado pela sua profissão. Vida longa ao Wagner. 

domingo, 27 de março de 2011

Terraço do Espaço Unibanco em Salvador-Bahia, às 20:45h no dia 26 de Março de 2011.

- Por que você quis vir pra cá?
- É que eu queria sentar, meu pé tá doendo, eu tô de salto alto desde 13h e salto cansa!
- Vai chover.
- Não vai, não. Pára de falar besteira.
- Caiu uma gota em mim!
- Já disse que não vai chover! É impressão sua. Pára de agorar!
- Uma, duas, três, quatro...
(E o céu desaba sobre nós!)
- É impressão minha, não é Joyce?!!
(Saímos correndo para nos abrigar da chuva.)
- Poxa, eu só queria sentar... :(
- Da próxima vez sugira um lugar coberto.
...

domingo, 13 de março de 2011

Gostar de viver uma mentira...



         Outro dia eu estava lendo o blog de um amigo e postado um comentário em um texto. Ele escreve muito bem e eu o conheço o suficiente pra saber o que é real e o que não é. Na verdade o conheço bem demais. Após ter relatado através do comentário que ele não mudara nada, apareceu um outro comentário pedindo para que ele deixasse explícito que aquilo não era real (e com absoluta certeza, aquilo é real!).
        Lembrei de alguns fatos que aconteceram comigo e com pessoas bem próximas a mim. O fato de algumas pessoas não quererem demonstrar o que realmente são, sua condição real de vida e sua forma de pensar. Elas não conseguem sustentar suas idéias. Outras porém, começam a viver uma vida que não lhes pertencem e, de fato, acabam deixando as que lhes pertencem de lado. Percebe então que o tempo passou, não volta e que há muito a se fazer e nem sempre se consegue recuperar o tempo perdido. Esse último aconteceu comigo durante um bom tempo. 
           Dizem que isso, em algum momento da vida,torna-se inevitável. No meu caso, pelo menos, eu tenho a convicção de que foi e terá sido uma única vez.
           É triste quando a gente insiste em viver uma mentira. Mas tem quem goste. Por um lado eu vejo como falta de expectativas e oportunidades mesmo. Mas pensando bem, em alguns casos que presenciei, isso deve ter virado uma doença porque nada justifica tamanha falta de amor-próprio.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

É pra rir ou pra chorar????




Início de ano é sempre bem vindo. O otimismo invade a mente das pessoas e as fazem acreditar que tudo será diferente. É a possibilidade de um recomeço. É o início de um novo ciclo.
Renovadas as esperanças, eis que aqui me encontro numa situação difícil. Lendo e digerindo as notícias dos últimos dias de Dezembro e do início deste ano, me dei por refletir sobre a minha atual situação, quanto cidadã. Já adentramos o ano com a notícia de que a tarifa de ônibus de Salvador (uma das mais caras do país) teria um aumento de 8,6%, ou seja, de R$2,30 para R$2,50. Peraí!!! Fechamos o ano com o percentual de inflação de 5, 91%! E mais! Além de sermos lesados, o sistema de transporte público de Salvador é um dos piores do Brasil.
Esses dias lá no trabalho, eu ouvia o murmurinho e os comentários sobre os protestos que estavam sendo feitos pela população e (principalmente) pelos estudantes. Coisas como "Isso é revoltante!", "O povo não tem mais o que fazer.", "Bando de vândalos" me faziam pensar se ainda é válido ter esperanças de que o Brasil vai mudar e passar a ser um país mais justo. Porque a ignorância e alienação da maioria das pessoas é resultado da incompetência de alguns, quanto líderes, e esperteza de outros. São poucos se comparado. Mas é o pouco dominador. E tenho medo de que esse fato nunca mude.   
O salário mínimo aumentará para R$ 540. Equivale a um aumento de 5,9% (tudo iiiiiiiissoo!!!!!Inflação.). Daí temos como justificativa o crescimento do número de idosos no país e consequente aumento da despesa previdenciária como um dos principais fatores. Beleza! Fruto, mais uma vez, da incompetência de nossos líderes pois não previram tamanho problema a tempo. (ou será que vendaram os olhos?) 
Mas o engraçado (e lamentável) de tudo isso é que o salário dos parlamentares também aumentou, sendo que os deputados tiveram um aumento, de R$16.5 para R$ 26.7, nada menos que 61,8%!!! Esse é o país do futuro! Isso implicará no aumento de R$1,8bi para os cofres dos municípios e um aumento de naaaaada, nos nossos impostos. Enquanto isso, no Planalto Central, alguns brincam de WAR, outros preferem brincar de xadrez, e os principais parlamentares brincam de ferrar com vida dos assalariados. 
Nessas horas eu queria pensar como Chalie Brow Jr, quando diz  "Eu quero mais é que se exploda essa porra de sociedade...". Mas, como integrante da sociedade, fica difícil. 

E("s"ou"n")trelinhas.



O encontro fora perfeito. Acordes e sorrisos misturavam-se com frases incompletas e uma timidez que mais parecia proposital, de tão angelical que era.
A amizade tinha tomado outra dimensão naquele momento. O que antes era divertido tinha tornado-se "agradável". Não que um não pudesse existir sem o outro, mas a conotação soava diferente e a essa altura nós já sabíamos disso.
Já não queria mais ficar distante. Não queria ficar sem os sorrisos, sem os olhares, sem a companhia...sem o encanto. Já tinha me rendido. Não sei se alguém percebera mas eu já tinha me rendido.
O futuro é imprevisível assim como os sentimentos auferidos. É tudo muito novo e tão velho ao mesmo tempo...

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
                  William Shakespeare