domingo, 14 de abril de 2013

Mulher-Palhaço

"Os atores baianos são foda!"
Ouvi essa frase quando saía sexta de um Teatro aqui, em Salvador, de umas quatro pessoas no meu curto percurso até o carro. Mas a peça que assisti foi interpretada por um Paulista! Então eu entendi.
Entendi a indignação das pessoas. Peça sem enredo interessante, totalmente machista, que arranca gargalhadas forçadas (dos homens) e denigrem a imagem das mulheres.
Mais uma vez as mulheres são tachadas de "Amélia", putas, vadias, "objetos de decoração" e etc. O ápice do absurdo foi quando ele disse que os homens não podem viver sem as mulheres, pois elas são fascinantes, são maravilhosas (e enquanto ele falava tudo isso, fazia gestos obscenos configurando o porquê não poderia viver sem a mulher).
Decadência total!!!
Por um lado eu entendo. Entendo a falta de interesse das pessoas em buscar algo que as instruam de alguma forma, algo que as coloque para cima, que levantem sua auto estima. "Mas era uma comédia!!!" Então vá fazer gozação com a ... Mas o que é isso nos dias de hoje?
Estamos cercados por músicas que entoam uma verdadeira "dor de barriga" (Barábarábará, Berêberêberê, Lek,Lek,Lek, Tchu, Tchá...enfim), danças ridículas que colocam a mulher realmente nessa classificação, e como se não bastassem, as casas estão sempre cheias (delas). Não há muito o que questionar...
A peça não oferece nada além de algumas risadas masculinas e algumas femininas, pois existem mulheres sem cérebro também. Fora isso é um misto de preconceito e falta de criatividade.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Podem até achar que eu desisti.
Podem até torcer para que isso aconteça.
Mas essas pessoas não me conhecem.
Paciência é difícil, mas nada com Deus é impossível.
Quem me conhece sabe que eu jamais sucumbirei.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por mais que eu tente evitar

Hoje eu não quero mais falar de amor,
Sofrer por alguém,
Que só me fez chorar e acreditar
Que tudo era pra sempre

Por mais que eu tente evitar
Eu só penso em você, eu só penso em você
Por  mais que eu tente evitar...

Hoje eu não quero mais te amar
E a melancolia só me faz querer
Cada vez mais te afastar
Mas não sou mais a mesma sem você

Por mais que eu tente evitar
Eu só penso em você, eu só penso em você
Por  mais que eu tente evitar...


A distância não me faz esquecer
Mas não deixa de ser
É mais um passo pra me libertar
É mais um dia pra viver

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Difícil

    

            Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. Hoje eu precisaria me despir para falar com a alma, pois não sei com exatidão até onde suporto ir. Hoje eu gostaria que todo o barulho do mundo fosse o silêncio e que todo esse dessabor fosse passageiro.
                 Hoje eu quero que chegue logo o amanhã.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Extinção dos seres humanos


E as pessoas ainda insistem em não enxergar a importância da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente. Nós estamos consumindo os recursos da Terra inteira e mais um terço dela, ou seja, explorando num ritmo tão acelerado que não tem tempo dela se recompor. Se continuarmos como estamos e se as pessoas não se conscientizarem de que é preciso haver uma mudança imediata, sofreremos com a falta de água doce, com o calor insuportável, com a extinção gradativa dos animais, com o desmatamento, exterminando a nossa fonte de oxigênio. E já começamos a experimentar tudo isso. Cada ato de colaboração para essa preservação, por menor que seja, contribuirá com um futuro melhor para nós e as futuras gerações. O mundo, por duas vezes, acabou. E na última, resultou na extinção dos dinossauros. Não vamos deixar que os maus tratos, a exploração, o consumo desenfreado dos recursos naturais, e a ganância de poucos (se comparada ao todo, pois os maiores vilões são os grandes empresários, que se valem dessa matéria-prima, da nossa ignorância e da falta de competência dos nossos políticos,  para tornarem-se cada vez mais ricos) resultem na extinção dos seres humanos.
Vamos fazer a nossa parte. Consumam menos água durante o banho, evitem sacolas plásticas, plantem árvores, façam a correta coleta de lixo e contribuam para a reciclagem, apaguem as luzes quando não as estiverem usando, e se houver luz natural no ambiente, melhor ainda! Não joguem lixo nas ruas. Lugar de lixo é na lata de lixo! São pequenos atos que podem mudar o mundo.
Reflitam sobre isso. Eu acredito num futuro melhor. E você?

Por Joyce de Paula    

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Saúde Pública





A gente nunca acha que vai precisar ou que vai acontecer com a gente.
Pois bem, eis que eu precisei usar dos serviços oferecidos pelo nosso governo e que a priori são classificados como básico e essencial.
No fim de semana que passou, fui à minha cidade, no interior do estado. Eu já cheguei com a garganta doendo, mas achei que não era nada demais e não me importei, a princípio. Curti os meus dias ao lado da minha família e quando foi no último dia, já rouca, a febre veio, e com ela um mal estar insuportável. 
Sempre tive um excelente plano de saúde, desde que nasci.. O fato é que perdi meu plano a pouco tempo e até então, não tinha recorrido ao Serviço Único de Saúde. Nesse dia eu pude constatar o que tinha esperanças de não ser uma verdade.
Me dirigi ao Hospital que fica próximo à minha casa. Acompanhada do meu pai, que tinha estacionado o carro bem na frente da porta da emergência, fomos fitados pelo segurança e pela "enfermeira"  que estavam de plantão (suponho). Nos receberam muito bem, até porque o meu pai é um homem conhecido, e no interior é normal que haja essa manifestação de "boa vontade", mas depois de questionados sobre o convênio, a conversa mudou. A enfermeira "fechou uma cara" e o coitado do segurança ficou todo descabriado. Ela mediu minha pressão e disse que estava normal. Em seguida perguntou o que eu estava sentindo. Após o relato, disse que só ia ligar pra médica que estava de plantão, porque eu havia dito que estava com dor de cabeça, pois febre, inflamação na garganta, e dores no corpo não são motivos de emergência. (Estranho!)
- Doutora, tem uma paciente aqui dizendo que está sentindo tais e tais sintomas.
(...)
- Não, doutora, é pelo SUS.
(...)
- Certo. Vou pedir que aguarde.
Depois de uns 15 minutos, a médica liga e pergunta novamente quais são os meus sintomas. A enfermeira repete-os e diz que a médica mandou avisar que era pra eu ficar de repouso e tomar o medicamento que ela iria receitar. Até aí tudo bem. Só que eu não tinha entendido direito. Só fui me dar conta do que tinha acontecido depois que a enfermeira saiu e voltou com um papel na mão.
- Aqui está. Ela disse que era pra você tomar esse antibiótico, esse xarope e se ficasse com febre, tomar esse outro aqui.
Juro que eu tive uma crise de risos. Não foi porque eu tinha achado engraçado. Foi pelo nervosismo. Eu não estava acreditando que uma profissional estava lidando com a vida de uma pessoa como se fosse qualquer coisa, como se fosse algo que "se quebrasse, teria conserto". Mas era isso sim. A médica não me examinou, não mediu a minha temperatura, pra falar a verdade ela nem viu a minha cara (assim como eu não vi a dela). E a receita saiu a jato, por sedex. Ah, eu bradei, falei sobre o direito do cidadão, sobre a obrigação do governo, sobre de onde ela achava que vinha o salário dela no final do mês, enfim! Você acha que adiantou alguma coisa? Não adiantou nada. Ela sequer saiu pra dar um boa noite. 
Dessa forma, tive que me contentar e ir pra casa. Pensei em denunciar, em armar um barraco, em criar um escândalo, mas depois eu fiquei pensando, eu sou apenas uma menina contra todo esse sistema. Queria poder dizer o contrário, encarar, estufar o peito e dizer que vou lutar para que se faça justiça, para que outras pessoas que procurem não precisem passar por essa humilhação, mas não posso. Eu já sabia que o sistema funcionava de maneira precária no país, mas nas cidades do interior, a coisa é gritante! Penso ainda se o coronelismo não estaria presente nesse contexto. Porque se assim for, enquanto essa estrutura tiver força, pessoas de bem e que dependem, de certa maneira, do poder público, sofrerão.
Essa é a realidade do nosso país. Essa é a realidade caótica da saúde pública no Brasil.  

sábado, 4 de junho de 2011

Sei lá...

O que é estar em paz...com você?
Por quanto tempo não consegui decifrar seu enigma?
Por que não fui o que você queria, não significa que não te amei.
E o que é o amor?
Durante um tempo eu soube o que era. Depois eu me iludi. E iludi.
E o que é ilusão? É estar obcecado por seus propósitos e objetivos e esquecer que existe vida ao seu lado.
Não me culpe. Não se culpe.
Somos fogo e carvão. Somos lua e sol. Somos onda e mar.
Somos o seu corpo dentro do meu. Somos beijos e carícias. Somos eu e você.
Acabou a paz. Será? A paz começa agora.
Entre eu e você não há paz. Só um desejo inquieto, regado de vontades e obcessões.
Eu acredito. Você acredita? Nada como o tempo.